22 Outubro 2008

Indiana Jones e o reino da caveira de cristal

Sinopse:
A mais recente aventura de Indiana Jones tem o seu início no Sudoeste desértico, em 1957 - no auge da Guerra Fria. Indy e o seu companheiro Mac (Ray Winstone) escaparam por pouco a um confronto com maléficos agentes soviéticos, num aeródromo remoto. Agora, o Professor Jones voltou a casa, à Faculdade Marshall - para descobrir que as coisas foram de mal a pior. O seu amigo íntimo e reitor da faculdade (Jim Broadbent) explica que as recentes actividades de Indy o tornaram suspeito e o governo começou a pressionar o estabelecimento de ensino para despedi-lo. Ao sair da cidade, Indiana encontra o rebelde e jovem Mutt (Shia  LaBeouf), que guarda um certo rancor contra o arqueólogo aventureiro, mas que lhe traz uma proposta: se ele ajudar Mutt numa missão de carácter intimamente pessoal, Indy pode muito bem fazer uma das mais espectaculares descobertas arqueológicas da história – a Caveira de Cristal de Akator, um lendário objecto de fascínio, superstição e terror...

Quem não sentia saudades de Indiana Jones que levante o dedo! Recordo com imensa nostalgia as três primeiras aventuras do arqueólogo e não foi fácil conter o meus entusiasmo quando soube que Indy voltaria ao grande ecrã. Logo de seguida ao entusiasmo veio o receio de uma possível má sequela. Tudo bem que tinha Harrison Ford e Steven Spielberg, mas os tempos são outros. A aventura iria levar um tratamento demasiado actual, demasiado artificial, demasiado moderno? Esse era o meu maior medo e, como quem adivinha o futuro, eis que Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal fundamenta esses meus receios.A apresentação do Indy é fenomenal, capaz de provocar sorrisos saudosos de quem vê regressar um antigo compannheiro ao activo. Primeiro vê-se o famoso chapéu, de seguida a sombra e depois entra os primeiros trechos da inesquecível banda sonora de John Williams. Esse pormenor revela que Steven Spielberg tem a consciência que a personagem tem um certo estatudo perante as pessoas e isso até me fez pensar que tudo estaria no caminho certo. Puro engano! Tirando um ou outro pormenor, esta aventura do arqueólogo  é a mais fraca de todas.

O argumento revela falhas incríveis e uma desorganização que me surpreendeu bastante. A vilã interpretada por Cate Blanchett nunca chega verdadeiramente a ameaçar ninguém. O parceiro do nosso herói revela uma inconsistência irritante, ora estando do lado de Indy, ora estanado do lado oposto. Oxley entra e sai da insanidade sem a menor explicação… Não quero dizer que as interpretações tenham sido más, porque não foram. Cate Blanchet, por exemplo, é maravilhosa. O que falhou foi o guião. Harrison Ford continua a ser insubstituível no papel principal, com uma actuação digna dos filmes anteriores e Shia Leboeuf, que teima em aparecer em tudo quanto é filme agora, mostra mais uma vez que é uma aposta de futuro.

Apesar de ter alguns momentos dignos de Indiana Jones, os momentos maus são em larga escala superior. O uso abusivo de efeitos especiais torna a aventura muito artificial e com uma sensação de falsidade muito grande. Existem cenas totalemnte ridículas, como a cena á Tarzan do Shia Leboeuf, ou a cena das formigas a formarem uma escadinha para apanharem Irina. Nem quero falar da desgraça que foi o final para mim, por isso, concluo dizendo que, este filme, vale apenas e só pelo prazer de ver o meu arqueólogo preferido com o mesmo charme de sempre.

NOTA
2,5estrelas

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